Segurança de sites: guia prático para quem administra

WISECHECKER / SEGURANÇA

Proteja contas, sistemas, dados de clientes e backups. Saiba o que verificar, o que pedir à hospedagem e como agir diante de uma suspeita de ataque.

Fontes conferidas:

Revisões das fontes programadas a cada 6 horas. Esta página não é um scanner em tempo real nem uma lista completa de incidentes. Para decisões urgentes, consulte o aviso oficial indicado.

O prazo de revisão de seis horas passou. As informações que dependem de atualização aguardam nova confirmação.

Um site seguro depende de mais do que um CMS atualizado ou uma conexão HTTPS. Proteja as contas que o controlam, os sistemas em execução, os dados armazenados e os backups necessários em caso de incidente.

Identifique as responsabilidades antes de alterar configurações

Liste o registrador do domínio, o e-mail administrativo, a hospedagem, o CMS, o serviço de pagamento e o provedor de backup. Registre quem pode alterar cada um e quem ajuda a recuperar o acesso. O domínio e o e-mail podem ser necessários para recuperar o site; proteja-os mesmo quando outra empresa faz a manutenção.

Tipo de site O que você deve conferir O que confirmar com o provedor
Plataforma hospedada ou SaaS Permissões de administração, proteção de acesso, aplicativos conectados e exportação de dados Segurança da plataforma, recuperação da conta e opções de backup e restauração
Hospedagem compartilhada ou WordPress gerenciado CMS, temas, plugins, usuários e PHP atribuído a cada site Correções do servidor, versões com suporte, cobertura do WAF e responsabilidade pela restauração
VPS, contêineres ou servidor próprio Sistema operacional, servidor web, ambientes de execução, imagens, credenciais, rede e backups O limite entre o suporte de infraestrutura e a administração do seu aplicativo

Um serviço gerenciado não inclui automaticamente todos os plugins ou aplicativos que você instala. Confira o contrato e mantenha um contato definido para incidentes urgentes.

Proteja as contas que permitem assumir o controle do site

  • Use senhas exclusivas, um gerenciador de senhas confiável e autenticação multifator nas contas de e-mail, domínio, hospedagem, CMS e backup. Quando disponíveis, prefira opções resistentes a phishing, como chaves de segurança ou passkeys.
  • Crie contas individuais, em vez de compartilhar o login de administrador. Dê a editores e prestadores apenas as permissões necessárias e retire o acesso ao fim do trabalho.
  • Guarde códigos e métodos de recuperação em local seguro, separado da conta. Confira o procedimento de recuperação sem bloquear o acesso do administrador.
  • Revise e-mails de recuperação, sessões ativas, aplicativos conectados e credenciais de API. Uma integração pode manter o acesso indevido mesmo após a troca da senha.

A verificação em duas etapas exige que o titular cadastre seu próprio método. Não envie senhas, códigos temporários ou códigos de recuperação a atendentes ou a quem fizer contato sem solicitação.

Referência: FIDO Alliance: passkeys e autenticação resistente a phishing.

Atualize o CMS, as extensões e o ambiente de execução separadamente

Faça um inventário do sistema operacional, CMS, temas, plugins, bibliotecas e ambientes de execução. Inclua domínios estacionados, sites de teste, formulários antigos e tarefas agendadas. A mensagem “atualizado” do WordPress não comprova que o PHP do servidor recebeu a correção.

Priorize correções aplicáveis a componentes expostos. Tenha um backup utilizável, confira a compatibilidade em um ambiente de teste restrito e combine a reinicialização ou recarga necessária com o responsável. Depois, confirme a versão que realmente atende às requisições e teste as funções importantes.

Obtenha atualizações do distribuidor oficial ou do repositório com suporte do sistema operacional. O fornecedor pode incorporar a correção a um pacote com número aparentemente antigo, por meio de backport. Confira o comunicado do pacote e a CVE correspondente. Ocultar a versão ou acrescentar uma regra ao WAF não corrige o ambiente de execução.

Consulte os avisos de vulnerabilidade do PHP e a lista de atualização →

Limite os dados expostos por formulários, arquivos e contas

Colete apenas as informações necessárias ao serviço e defina o prazo de retenção. Restrinja o acesso no servidor; esconder um botão ou usar uma URL longa não protege um arquivo. Verifique o que um visitante sem login, um cliente comum e um administrador conseguem acessar.

Mantenha exportações de banco de dados, backups, configurações e arquivos privados fora das áreas públicas de download. A equipe de desenvolvimento deve validar uploads, limitar tamanho e tipo, impedir a execução dos arquivos enviados e verificar a autorização em cada requisição. Não coloque dados reais de clientes em um site de teste aberto.

Referências técnicas: autorização na OWASP e segurança de uploads.

WAF, HTTPS e proteção contra DDoS têm funções diferentes

HTTPS

Protege a conexão. Não comprova que o site, o aplicativo ou a conta estejam livres de comprometimento.

WAF

Filtra algumas requisições maliciosas. Complementa as correções, mas não corrige o código vulnerável nem elimina uma invasão já ocorrida.

Proteção contra DDoS

Ajuda a absorver ou limitar tráfego que prejudica a disponibilidade. Um pico de acessos não comprova roubo de dados.

Teste regras de proteção com login, formulários, pagamentos, busca, uploads e integrações autorizadas. Só crie uma exceção restrita depois de identificar a requisição bloqueada. Não desative todo o WAF nem bloqueie países ou redes compartilhadas apenas porque o tráfego aumentou.

Inclua anúncios e serviços conectados na revisão

Registre quem controla ferramentas de análise, publicidade, chat, pagamentos, gerenciadores de tags e outros scripts externos. Proteja essas contas, retire integrações obsoletas e revise alterações. Um script incluído no site pode afetar visitantes sem que o código do seu aplicativo tenha mudado.

Implemente políticas de segurança do navegador com a equipe de desenvolvimento. Uma política rígida sem testes pode impedir pagamentos, login, publicidade ou controles de consentimento. Revise as origens necessárias e teste em um fluxo adequado de relatórios ou em um ambiente de homologação antes de impor bloqueios.

Referência: OWASP: gerenciamento de JavaScript de terceiros.

Restaure o serviço sem restaurar também o invasor

Faça backup dos arquivos, do banco de dados e das configurações necessárias para reconstruir o serviço. Mantenha uma cópia protegida fora da conta de produção, restrinja a exclusão de backups e confira se a rotina está concluindo. O controle da produção não deve permitir apagar automaticamente todas as cópias de recuperação.

Teste a restauração em ambiente isolado. Registre a quantidade de dados que poderia perder entre cópias e o tempo de recuperação. Após uma suspeita de invasão, identifique um ponto confiável e feche a forma de entrada antes de restaurar. Um teste bem-sucedido não comprova que o backup mais recente esteja limpo.

Referência: CISA: prevenção e resposta a ransomware.

Diante de uma suspeita de invasão, contenha o incidente e preserve evidências

  1. Acione a equipe responsável. Informe à hospedagem ou à equipe de resposta o domínio, o fuso horário, os sintomas, as capturas e as mudanças recentes. Use um contato conhecido.
  2. Contenha o sistema afetado. Peça à equipe que restrinja o acesso ou isole o serviço, preservando registros e cópias relevantes. Coordene o impacto sobre clientes e atividades da empresa.
  3. Não destrua evidências. Evite exclusões em massa, redefinições repetidas e restaurações sobre a única evidência disponível. Preserve horários, logs de acesso, alterações de contas e mensagens do provedor com segurança.
  4. Recupere por um ambiente confiável. Avalie contas, sessões, tokens de API e sistemas conectados, além dos arquivos. Troque os segredos afetados e revogue acessos indevidos conforme o plano de resposta; valide o serviço limpo antes de reabri-lo.
  5. Avalie rapidamente a necessidade de comunicar o incidente. Peça ao responsável por privacidade ou à assessoria jurídica que determine quais autoridades e pessoas devem ser informadas. Países, setor e fatos definem os requisitos; não existe um prazo único de comunicação válido no mundo inteiro.

Em uma falha do provedor sem indícios de invasão, compare primeiro o serviço, a região e o erro na página de falhas ou no monitor de status. A ausência de um aviso não comprova que seu site esteja seguro.

Mantenha uma lista curta com responsável e comprovantes

Verificação O que registrar
Administração e recuperação de contas Contas individuais, cadastro de MFA/recuperação e última revisão de acessos
Atualizações de segurança Componente, versão ou pacote, comunicado/CVE e resultado da instalação
Dados privados e uploads Perfis autorizados, retenção e testes das restrições de acesso
Regras de proteção Finalidade, requisições afetadas, limites das exceções e resultados dos testes
Backups e recuperação Última cópia bem-sucedida, teste isolado de restauração e contato responsável
Contatos para incidentes Hospedagem, manutenção, recuperação de domínio/e-mail e responsáveis por privacidade
Mensagem para a hospedagem ou equipe de manutenção

Confirme quais ambientes de execução e pacotes atendem este domínio, se as correções de segurança pertinentes foram aplicadas e quem cuida das atualizações pendentes. Inclua os sites de teste e as tarefas agendadas. Informe o plano de atualização ou contenção, os procedimentos de backup e reversão e os resultados dos testes de login, formulários, pagamentos e integrações.

Mais orientações: segurança do WordPress e recursos da CISA para pequenas e médias empresas.